CRIPTOMOEDAS

Após MP de Lula que proíbe bets no Brasil, deputado propõe repatriação de criptomoedas com anistia fiscal

Uma emenda apresentada à Medida Provisória 1.394/2026 sugere a criação de um programa de regularização para criptomoedas do setor de…

Uma emenda apresentada à Medida Provisória 1.394/2026 sugere a criação de um programa de regularização para criptomoedas do setor de apostas, nas chamadas bets. O texto do Deputado Federal Julio Arcoverde (PP-PI) surgiu na quinta-feira (1) no Congresso Nacional.

A proposta pretende liberar a declaração voluntária de recursos obtidos por casas de jogos até o final do ano de 2024. A regra engloba valores depositados no exterior ou mantidos em território nacional sem a devida declaração fiscal.

O mecanismo de repatriação abrange bens guardados em carteiras de autocustódia mantidas por pessoas físicas ou jurídicas. Cada proprietário desses fundos precisa apenas descrever os saldos e o valor equivalente na moeda nacional.

Regularização de criptomoedas garante sigilo de chaves públicas e privadas

A medida protege os brasileiros sobre as chaves públicas e privadas dos endereços do proprietário dos fundos. Assim, o declarante fica isento de fornecer o endereço da sua carteira aos fiscais do governo, assim como a chave de acesso ao mesmo.

Desta forma, os órgãos governamentais não podem usar a declaração para iniciar processos criminais ou sanções administrativas. O sigilo fiscal protege todas as informações compartilhadas durante o processo de adesão ao programa.

Além disso, o vazamento desses dados confidenciais por agentes públicos gera punições civis e penais previstas em lei. Essa regra visa atrair empresários que operavam no mercado antes da regulamentação oficial do setor.

A Medida Provisória 1394/2026 instituiu a proibição da exploração e publicidade dessas apostas em todo o país. O texto principal determina o encerramento das autorizações vigentes no prazo de 30 dias.

Cobrança de imposto e multa prevê parcelamento longo

A adesão ao programa exige o pagamento do imposto de renda sobre o ganho de capital com alíquota de 15%. O contribuinte também precisa quitar uma multa cobrada sobre o valor do patrimônio declarado.

O pagamento das taxas devidas pode ocorrer em até 24 parcelas mensais corrigidas pela taxa Selic. A quitação à vista garante um desconto de 50% no valor total da sanção financeira.

A quitação integral dos débitos extingue a possibilidade de punição por crimes fiscais e de lavagem de dinheiro. O Governo Federal busca arrecadar recursos com a regularização desse patrimônio acumulado no passado.

O Ministério da Fazenda, por exemplo, publicou que pessoas que processarem pagamentos com criptomoedas para bets podem ser presos e pagar multas pesadas.

“Facilitação financeira — pena de 2 a 4 anos de reclusão e multa para quem processar, liquidar ou intermediar pagamentos e prêmios ligados a apostas, inclusive por ativos virtuais, com causa de aumento em caso de dissimulação de origem dos recursos“, disse o MJ em nota.

Governo estima arrecadação bilionária com repatriação de fundos

A justificativa da proposta cita declarações recentes do Ministro da Fazenda sobre a dificuldade de cobrança do setor. Fernando Haddad calculou uma arrecadação potencial superior a R$ 5 bilhões com essa medida de transição.

O Ministério da Fazenda reconheceu a complexidade para rastrear os lucros remetidos ao exterior em anos anteriores. Desta forma, a proposta pretende encerrar os problemas tributários de forma rápida entre as partes.

Portanto, o Congresso Nacional avalia o impacto da MP na economia do país e os parlamentares devem votar o texto nos próximos meses durante as deliberações da comissão mista.

A proibição total das plataformas de jogos segue em debate paralelo com o avanço dessa emenda específica. Toda a comunidade acompanha de perto os desdobramentos que afetam o uso de criptomoedas no território nacional.

Fonte: Após MP de Lula que proíbe bets no Brasil, deputado propõe repatriação de criptomoedas com anistia fiscal

Veja mais notícias sobre Bitcoin. Siga o Livecoins no Facebook, Twitter, Instagram e YouTube.

Perguntas frequentes

Respostas institucionais sobre esta cobertura, fontes e limites editoriais.

Sobre o que trata “Após MP de Lula que proíbe bets no Brasil, deputado…”?
Uma emenda apresentada à Medida Provisória 1.394/2026 sugere a criação de um programa de regularização para criptomoedas do setor de apostas, nas chamadas bets. O texto do Deputado Federal Julio Arcoverde (PP-PI) surgiu na quinta-feira (1)…
O que a matéria explica sobre “Regularização de criptomoedas garante sigilo de chaves públicas e privadas”?
A medida protege os brasileiros sobre as chaves públicas e privadas dos endereços do proprietário dos fundos. Assim, o declarante fica isento de fornecer o endereço da sua carteira aos fiscais do governo, assim como a chave de acesso ao mesmo. Desta…
O que a matéria explica sobre “Cobrança de imposto e multa prevê parcelamento longo”?
A adesão ao programa exige o pagamento do imposto de renda sobre o ganho de capital com alíquota de 15%. O contribuinte também precisa quitar uma multa cobrada sobre o valor do patrimônio declarado. O pagamento das taxas devidas pode ocorrer em…
O que a matéria explica sobre “Governo estima arrecadação bilionária com repatriação de fundos”?
A justificativa da proposta cita declarações recentes do Ministro da Fazenda sobre a dificuldade de cobrança do setor. Fernando Haddad calculou uma arrecadação potencial superior a R$ 5 bilhões com essa medida de transição. O Ministério da Fazenda reconheceu a complexidade para…
Quem edita o conteúdo do Estrato Viagem?
A cobertura é produzida e revisada pela equipe editorial do Estrato Viagem, com editor-chefe responsável pela linha editorial. Conheça a redação em https://viagem.estrato.cc/equipe/.
Quais fontes o Estrato prioriza?
Priorizamos fontes primárias (órgãos oficiais, balanços, estudos revisados, documentos públicos) e cruzamos informações antes da publicação, conforme a política editorial.
Como solicitar correção de uma matéria?
Envie o pedido pela página de Correções (https://viagem.estrato.cc/correcoes/) ou Contato (https://viagem.estrato.cc/contato/). Erros materiais são corrigidos com registro da atualização.
O conteúdo constitui aconselhamento profissional?
Não. As matérias têm caráter informativo e jornalístico. Decisões financeiras, de saúde, jurídicas ou educacionais devem considerar profissionais habilitados e a sua situação particular.
WhatsApp X LinkedIn
Compartilhar: LinkedIn
Felipe Ramos

Felipe Ramos

Felipe Ramos integra a equipe editorial do Estrato Viagem, vertical da rede Estrato, na função de Repórter — Estrato Viagem. O escopo permanente de cobertura inclui cobertura editorial de Estrato Viagem, com atenção ao leitor brasileiro que busca contexto factual, datas oficiais e implicações práticas. Na produção diária, prioriza fontes primárias (órgãos públicos, balanços, papers e documentos oficiais), cruza pelo menos duas referências independentes quando o tema é contestado e evita manchetes que prometam certeza onde há incerteza. Critérios de qualidade: lead com o fato principal, atribuição clara de autoria da equipe Estrato, atualização com selo quando há mudança material e linguagem acessível sem simplificar demais o risco ou o contexto. Trabalha sob revisão da mesa editorial e do editor-chefe do portal. Matérias YMYL recebem segunda leitura antes da publicação e podem ser atualizadas quando surgem novos dados oficiais. Limites: este perfil descreve o papel editorial na marca Estrato. O conteúdo publicado é informativo e não constitui aconselhamento médico, financeiro, jurídico ou profissional personalizado. Transparência ao leitor: metodologia em /metodologia/, ética em /etica-editorial/, correções em /correcoes/, equipe em /equipe/ e canal em /contato/ ([email protected]). Na página-mãe da rede, a bio ampliada e o arquivo de matérias ficam em estrato.cc/blog/, com link para o arquivo do autor em cada portal.

Deixe um comentário