CRIPTOMOEDAS

Conheça a Kute, nova carteira de Bitcoin voltada para a geração Z

Fundada pelo português João Pedro Lobo Miranda, a Kute chega ao mercado querendo ampliar o acesso financeiro das pessoas, de…

Fundada pelo português João Pedro Lobo Miranda, a Kute chega ao mercado querendo ampliar o acesso financeiro das pessoas, de forma a ser para a geração Z o que o Nubank foi para a geração anterior. A evolução seria o fato de que a empresa não consegue tocar nos fundos dos clientes.

Em suma, a Kute não é uma carteira com funcionalidades bancárias embutidas, mas sim um aplicativo financeiro centrado nas criptomoedas que permite a realização de pagamentos, poupança, investimento e mercados de previsão em um único lugar.

“Esta geração não faz distinção mental entre euros, dólares, cripto ou V-Bucks: é tudo dinheiro, e tem de ser gastável em qualquer lado, a qualquer hora. O mercado converge para liquidez total.”

No rodapé de seu site, a Kute exibe links para comparações contra diversas empresas tanto do setor cripto quanto tradicional, incluindo Revolut, Coinbase, Cash App, Wise e N26.

Como exemplo, Miranda destaca que as atuais pontes existentes falham nessa área, incluindo Phantom e MetaMask, que possuem interfaces datadas e uma péssima experiência multi-moedas.

Dado isso, uma das principais funcionalidades da Kute é o envio e recebimento de stablecoins sem sair do Bitcoin.

“Quem recebe um pagamento em USDT vê o valor chegar convertido; quem precisa enviar USDC envia a partir do Bitcoin que já tinha. A conversão acontece no momento da transação — o saldo nunca fica parado numa stablecoin.”

Tela de envio de stablecoins na carteira Kute. Fonte: Reprodução.

Em outras palavras, o usuário não tem carteiras espalhadas por várias redes, tampouco exposição aos emissores dessas stablecoins, também tendo uma maior segurança por estar exposto a menos redes, contratos, aprovações e sites.

Apesar do foco em Bitcoin, Miranda reconhece que as stablecoins têm um grande peso tanto no mercado brasileiro quanto no mercado latino.

Carteira Kute receberá integração do Pix na sua próxima atualização

Atualmente, a carteira Kute já está disponível para download no Google Play, onde aparece com 4,9 estrelas após mais de 100 downloads, bem como para iOS por TestFlight.

A versão atual já dispõe de diversas funcionalidades, incluindo:

  • Bitcoin on-chain e Lightning Network (BOLT11, LNURL, Lightning addresses, zaps);
  • Compatibilidade com as mais famosas carteiras de hardware do mercado (Ledger, Jade, Coldcard, Passport, SeedSigner, dentre outras);
  • Integração com a Polymarket com liquidações on-chain (disponibilidade por região);
  • Compras de Bitcoin;
  • Recuperação por passkey e BIP-39;
  • Envio e recebimento de USDT, USDC e outras moedas.
Suporte a carteiras de criptomoedas na Kute Wallet. Fonte: Reprodução.

Para as próximas versões, a Kute deve receber integração com o Pix no Brasil, bem como contas de euro com IBAN SEPA, Hyperliquid (garantindo exposição ao mercado de ações), Morpho (permitindo rendimento sobre saldos parados) e Sal (IA proprietária que visa auxiliar o usuário).

Co-fundador e CTO da Satsails, carteira de Bitcoin/Liquid focada no mercado brasileiro, João Pedro Lobo Miranda destaca que “a geração que mais precisa de sair do sistema financeiro tradicional é a que está mais presa a ele”.

“Não por falta de convicção: por falta de um produto que funcione. Quem quer Bitcoin acaba numa corretora, porque a corretora é fácil e a auto-custódia é feia, difícil e fala uma língua que ninguém abaixo dos 30 quer aprender. E quem entra pela custódia raramente sai dela.”

Fundos são organizados por zona e carteira permite extração da frase semente

A carteira Kute permite a organização do dinheiro em zonas. Como exemplo, o usuário pode deixar grandes somas em carteiras de hardware integradas à Kute e também em armazenamento à quente para movimentações diárias.

“Normalmente a custódia a frio vive num software separado, austero e desenhado para quem já sabe o que está a fazer. Aqui está ao lado do saldo de Lightning.”

Tela de saldo da carteira Kute. Fonte: Reprodução.

O próximo passo será a integração da camada financeira tradicional, como já destacado acima.

Outro destaque fica para a solução de backup da carteira por passkey. Isso porque ela pode ser acessada tanto por Face ID quanto por impressão digital até mesmo em um novo dispositivo, diminuindo o risco da perda de fundos.

“A passkey não substitui a seed: deriva-a. Através da extensão PRF do WebAuthn, o autenticador do próprio dispositivo produz um segredo que gera uma mnemônica BIP-39 de 12 palavras padrão, sempre a mesma. É a seed normal de uma carteira Bitcoin, só que ninguém teve que escrevê-la num papel. E quem quiser, a tem disponível para exportar nas definições, a qualquer momento.”

Somado a isso, o usuário também pode optar por exportar suas doze palavras para outra carteira de Bitcoin.

Finalizando, Miranda explica que os neobancos e corretoras não conseguem oferecer autocustódia porque isso vai contra os seus modelos de negócio, acabando com suas receitas, ponto no qual a Kute se diferencia das empresas existentes.

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Perguntas frequentes

Respostas institucionais sobre esta cobertura, fontes e limites editoriais.

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Camila Pacheco

Camila Pacheco

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