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EWZ, maior ETF de ações brasileiras nos EUA, ganha versão tokenizada na Solana

O iShares MSCI Brazil ETF (EWZ), principal fundo negociado nos Estados Unidos para investidores que buscam exposição à Bolsa brasileira,…

O iShares MSCI Brazil ETF (EWZ), principal fundo negociado nos Estados Unidos para investidores que buscam exposição à Bolsa brasileira, ganhou uma versão tokenizada na blockchain Solana. O novo ativo, também chamado de EWZ, foi emitido pela Backpack Securities e pode ser convertido na proporção de 1 para 1 por uma cota tradicional do ETF negociado na NYSE Arca.

Na prática, a iniciativa coloca dentro do ecossistema cripto uma cesta formada por algumas das maiores empresas brasileiras, incluindo Vale, Itaú, Petrobras, Bradesco, B3 e Nubank. O token pode circular em carteiras e aplicações da Solana e ser negociado 24 horas por dia, diferentemente da cota tradicional, limitada ao horário de funcionamento do mercado financeiro.

A novidade foi lançada pela Backpack em parceria com a Sunrise, plataforma voltada à integração de ativos financeiros tradicionais à Solana.

É importante, porém, distinguir a versão tokenizada do ETF original. O EWZ tradicional é administrado pela BlackRock Fund Advisors, mas a BlackRock não é a emissora do token na Solana. A representação digital é emitida pela Backpack Securities e tem o ETF da BlackRock como ativo subjacente.

O EWZ tradicional foi criado em 2000 e acompanha o MSCI Brazil 25/50 Index, índice composto por ações brasileiras de grande e média capitalização. Atualmente, o fundo possui cerca de US$ 10,2 bilhões em patrimônio líquido, segundo dados da própria iShares referentes a 5 de outubro.

O fundo também vive um momento de forte valorização. Seu valor patrimonial por cota chegou a US$ 42,89 na terça-feira (6), máxima em 52 semanas, e acumulava alta de 35,81% em 2026 até o dia anterior.

Token pode ser convertido em cota tradicional do EWZ

Segundo a Backpack, cada unidade do EWZ emitida na Solana é conversível por uma cota do ETF tradicional por meio da infraestrutura da empresa.

O processo pode ocorrer nos dois sentidos. Uma cota do EWZ mantida na Backpack pode ser retirada para a Solana e transformada no token. Já quem possui o ativo tokenizado pode depositá-lo novamente na Backpack Exchange para convertê-lo na representação do título tradicional mantido pela Backpack Securities.

A companhia compara o processo ao depósito e saque de uma stablecoin. A diferença é que, em vez de um token representar dólares mantidos em reserva, o ativo na blockchain está ligado a uma cota de um ETF negociado no mercado tradicional.

A Backpack também afirma que seus títulos tokenizados podem ser transferidos para corretoras tradicionais e não funcionam apenas como instrumentos sintéticos que acompanham a variação de preço de uma ação ou fundo.

Dentro da Solana, o EWZ pode circular por diferentes aplicações do ecossistema, incluindo carteiras como Phantom e Solflare, agregadores como Jupiter e protocolos como Raydium e Kamino, além da própria Backpack.

Isso permite que a exposição às ações brasileiras seja incorporada a aplicações de finanças descentralizadas (DeFi), embora liquidez, condições de negociação e disponibilidade possam variar de acordo com cada plataforma.

O modelo também amplia o horário de negociação do ativo. Enquanto a criação e o resgate da representação ligada ao mercado tradicional dependem da infraestrutura do emissor, o token pode ser transferido e negociado entre usuários na blockchain a qualquer momento.

Ações e ETFs avançam na blockchain

A chegada do EWZ ocorre em meio ao avanço da tokenização de ações e outros ativos do mercado financeiro tradicional.

Na prática, esse mercado busca colocar ações, ETFs, títulos públicos e outros instrumentos financeiros em blockchains para permitir liquidação mais rápida, negociação contínua e integração com aplicações de DeFi.

A Solana já abriga diferentes versões tokenizadas de ações e ETFs. Produtos desse tipo permitem, por exemplo, que investidores mantenham em uma mesma carteira ativos como criptomoedas, stablecoins e representações de empresas negociadas em bolsa.

No caso do EWZ, a estrutura chama atenção por levar ao ambiente on-chain não apenas uma companhia, mas uma cesta inteira de ações ligadas ao mercado brasileiro.

O ETF tem forte peso dos setores financeiro, de energia e de matérias-primas. Em 5 de outubro, empresas financeiras respondiam por 37,37% da carteira, enquanto energia representava 16,47% e materiais, 11,55%, segundo a BlackRock.

A versão tokenizada cria, assim, uma ponte pouco usual entre dois mercados: um investidor dentro do ecossistema da Solana pode passar a ter exposição a grandes empresas brasileiras sem precisar sair da infraestrutura blockchain para comprar diretamente cada ação ou o ETF tradicional nos Estados Unidos.

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Gustavo Azevedo

Gustavo Azevedo

Gustavo Azevedo integra a equipe editorial do Estrato Viagem, vertical da rede Estrato, na função de Repórter — Estrato Viagem. O escopo permanente de cobertura inclui cobertura editorial de Estrato Viagem, com atenção ao leitor brasileiro que busca contexto factual, datas oficiais e implicações práticas. Na produção diária, prioriza fontes primárias (órgãos públicos, balanços, papers e documentos oficiais), cruza pelo menos duas referências independentes quando o tema é contestado e evita manchetes que prometam certeza onde há incerteza. Critérios de qualidade: lead com o fato principal, atribuição clara de autoria da equipe Estrato, atualização com selo quando há mudança material e linguagem acessível sem simplificar demais o risco ou o contexto. Trabalha sob revisão da mesa editorial e do editor-chefe do portal. Matérias YMYL recebem segunda leitura antes da publicação e podem ser atualizadas quando surgem novos dados oficiais. Limites: este perfil descreve o papel editorial na marca Estrato. O conteúdo publicado é informativo e não constitui aconselhamento médico, financeiro, jurídico ou profissional personalizado. Transparência ao leitor: metodologia em /metodologia/, ética em /etica-editorial/, correções em /correcoes/, equipe em /equipe/ e canal em /contato/ ([email protected]). Na página-mãe da rede, a bio ampliada e o arquivo de matérias ficam em estrato.cc/blog/, com link para o arquivo do autor em cada portal.

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