INTERNACIONAL

Renan Santos diz em sabatina que Brasil precisa de ajuste fiscal de R$ 250 bilhões por ano

O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, afirmou nesta quinta-feira (3) que, caso seja eleito, precisará reduzir…

O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, afirmou nesta quinta-feira (3) que, caso seja eleito, precisará reduzir em cerca de R$ 250 bilhões por ano as despesas do governo para fazer um ajuste fiscal no país. Em sabatina à CNN Brasil, Santos voltou a defender a redução de incentivos fiscais, a desindexação e a desvinculação de despesas, além da revisão do modelo das emendas parlamentares. Santos disse que o governo terá que rever as renúncias fiscais federais, começando pela Zona Franca de Manaus (ZFM). Também afirmou que pretende revisar o que chamou de “superbenefícios” concedidos a militares e ao Poder Judiciário. Segundo ele, com esses cortes, será possível ajudar o Banco Central a reduzir os juros, hoje em 14% ao ano, o que poderia estimular investimentos e a geração de empregos no país. Em relação às emendas parlamentares, Santos afirmou que atualmente a “emenda é a base da roubalheira no Brasil” e que “hoje os deputados têm uma liberdade para gastar com besteira” e querem “gastar com os amigos deles” em obras “que dão voto”. Santos defendeu que as emendas passem a ser vinculadas a políticas federais, com regras que determinem seu funcionamento. Segundo ele, quanto maior for o espaço para investimentos e menor for a parcela destinada a gastos obrigatórios, mais emendas poderão ser liberadas. Na avaliação do candidato, o modelo faria com que os deputados assumissem a responsabilidade por cortar despesas obrigatórias. Segundo o político, a mudança também evitaria transformar o Congresso em uma “máquina de pauta-bomba” e faria com que o Legislativo se tornasse “um amigo das contas públicas”. Sobre a composição política de seu eventual governo, Santos confirmou que pretende fazer alianças independentemente dos partidos e afirmou que terá uma “bancada grande e influente”. “Não dá para governar com decreto”, disse, ao criticar o modelo de presidencialismo brasileiro. Ao comentar a respeito da negociação de cargos políticos para formar a base do governo, o candidato afirmou que, se eleito, fará acordos, mas de forma “totalmente programática”. Segundo Santos, os partidos terão que apoiar o programa de governo vencedor. “Vou fazer composição, não vou fazer é dar secretaria e ministério para roubarem.” Crise no STF Santos afirmou ainda que a institucionalidade brasileira “não tem nenhum sentido”, ao comentar o pedido de investigação apresentado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o também ministro André Mendonça. O candidato defendeu que o próximo governo, independentemente de quem vencer a eleição, não reconheça decisões proferidas por Moraes e pelo ministro Dias Toffoli. Segundo ele, essas decisões deveriam ser consideradas nulas. “Porque todas as ações são endereçadas para proteger o Daniel Vorcaro e esse escândalo de corrupção bizarro”, afirmou. Durante a entrevista, o político também pleiteou a mobilização para discutir uma nova Constituição Federal. “Nós vivemos em um não país. O Brasil acabou. Não existe mais institucionalidade no Brasil. A ideia de que um ministro do STF, envolvido em um escândalo de corrupção, que é dono de um inquérito e pode colocar e tirar pessoas do inquérito de acordo com a vontade dele para punir essas pessoas, que faça uso dessa prerrogativa ilegal num momento em que ele está sendo investigado no maior escândalo de corrupção do Brasil, isso só mostra que não tem nenhum sentido mais a institucionalidade brasileira”, declarou. Questionado sobre os reflexos do episódio na corrida ao Palácio do Planalto, o candidato afirmou que poderia ser beneficiado por não estar, ainda segundo ele, envolvido em escândalos de corrupção. Santos também citou o ex-governador de Goiás e candidato Ronaldo Caiado (PSD), como outro nome que estaria fora do caso envolvendo o Banco Master. Os demais candidatos estariam envolvidos direta ou indiretamente, disse Santos. Mais cedo, o ministro Alexandre de Moraes listou indícios de supostos crimes atribuídos a Mendonça e pediu que o ministro fosse investigado pela atuação na condução dos casos relacionados ao Banco Master e às fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O despacho foi assinado no âmbito do inquérito das Fake News. Segundo Moraes, há indícios de que Mendonça possa ter cometido abuso de autoridade, crime de responsabilidade e improbidade administrativa nos procedimentos conduzidos por ele no Supremo. Moraes encaminhou o caso ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, para a adoção das medidas que entendesse “necessárias”. Na sequência, Fachin determinou que Moraes e Mendonça, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestassem esclarecimentos, em cinco dias úteis, sobre o episódio que expôs a relação entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro dois dias atrás. Renan Santos, candidato à presidência pelo Missão REUTERS/Jean Carniel

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Sobre o que trata “Renan Santos diz em sabatina que Brasil precisa de ajuste…”?
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Larissa Monteiro

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