INTERNACIONAL
Shein registra forte queda nas vendas na Europa após aumento de preços
A plataforma de moda rápida Shein registrou forte queda nas vendas na Europa no segundo trimestre, depois de aumentar os…

A plataforma de moda rápida Shein registrou forte queda nas vendas na Europa no segundo trimestre, depois de aumentar os preços e reduzir a publicidade on-line em antecipação à cobrança, pela União Europeia, de taxas sobre encomendas de comércio eletrônico de baixo valor a partir de 1º de julho. Desde sua estreia na Bolsa de Hong Kong em 1º de setembro, as ações da Shein acumulam queda de 27,3% em relação ao preço de oferta de 48,56 dólares de Hong Kong por ação, à medida que investidores esperam que as taxas prejudiquem os negócios da empresa em um mercado que responde por cerca de um terço de sua receita. A Shein registrou vendas de US$ 11,08 bilhões no segundo trimestre, com a receita na Europa caindo 13,9%, para US$ 3,77 bilhões, e a receita nos Estados Unidos recuando 6%, para US$ 2,5 bilhões. As vendas totais cresceram 0,9% em relação a um ano antes, à medida que o crescimento na América Latina compensou as quedas nos maiores mercados da Shein. O CEO e presidente do conselho da Shein, Sky Xu, disse que a varejista planeja avançar para roupas de preços mais altos, o que deverá aumentar sua rentabilidade, e sinalizou uma estratégia de expansão de seu portfólio de marcas, inclusive por meio de aquisições. “À medida que o mix de produtos migra para marcas com faixas de preços mais altas, o preço médio de venda da plataforma como um todo aumentará proporcionalmente”, disse ele em comunicado. “Nossa visão é nos tornar uma coleção de marcas amplamente diversificada, que atenda às diferentes necessidades dos consumidores em múltiplas faixas de preços e ocasiões.” A margem de lucro líquido da Shein encolheu para 2,1% no segundo trimestre, ante 6,2% um ano antes, principalmente devido ao conflito no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo e os custos de frete, fazendo as despesas de atendimento dos pedidos da Shein aumentarem 18,1%. Impacto das taxas ainda está por vir Conhecida por vender vestidos de US$ 5 e jeans de US$ 10 e oferecer descontos permanentes, a Shein já foi obrigada a aumentar os preços nos Estados Unidos no ano passado, quando o governo Trump encerrou o regime de “de minimis” — que permitia a entrada sem cobrança de impostos de encomendas de comércio eletrônico de baixo valor — e enfrenta o mesmo desafio neste ano na Europa. Desde 1º de julho, a União Europeia cobra taxas sobre encomendas de baixo valor feitas pela internet — 3 euros por código aduaneiro, podendo chegar a 15 euros se o consumidor comprar cinco tipos diferentes de produtos em um único pedido. Os resultados do terceiro trimestre da Shein mostrarão mais claramente o impacto, que, segundo a empresa afirmou anteriormente, pode superar o efeito da retirada do regime de “de minimis” pelos Estados Unidos no ano passado. Shein appshunter.io/Unsplash
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