NEGÓCIOS
Vale estuda extração de ferro a partir de rejeitos de cobre
A Vale, como parte dos esforços para ter uma produção mais circular e sustentável, estuda fazer a extração de ferro…

A Vale, como parte dos esforços para ter uma produção mais circular e sustentável, estuda fazer a extração de ferro a partir de rejeitos de cobre, bem como retirar ferro que fica nos resíduos da extração de minério de ferro. A fala é do Rafael Bittar, vice-presidente técnico da Vale, que participa da Exposibram 2026, em Belo Horizonte. “A linha de reprocessamento de rejeitos é uma linha de pesquisa importante para a companhia. A gente tem estudado os rejeitos para a produção de minério de ferro”, disse a jornalistas. Segundo Bittar, o programa de circularidade da Vale proporcionou em 2025 uma produção de mais de 20 milhões de toneladas de minério de ferro, extraído de rejeitos de minério de ferro. A expectativa para este ano é manter o mesmo nível de aproveitamento. “Em complemento a isso, a gente vem estudando os nossos rejeitos para outros minerais. Estudando terras raras, ouro, outros elementos que porventura possam gerar valor nos rejeitos. A ideia da mineração do futuro é que a gente tenha uma mineração com cada vez menos rejeitos”, acrescentou. Ele ponderou, no entanto, que os estudos ainda estão em fase prematura. “Nos rejeitos a gente acaba tendo vários outros elementos. A gente está cautelosamente otimista com os resultados que a gente já tem tido até o momento”, disse Bittar. Além da extração de outros elementos a partir do rejeito do minério de ferro, a Vale também estuda a extração de minério de ferro a partir do rejeito de cobre. Bittar disse que esse projeto está na fase de engenharia conceitual. Ele acrescentou que existem pesquisas para uso dos rejeitos de cobre para produção de fertilizantes, mas não está nos planos da companhia entrar nessa categoria de produtos. “Hoje a gente está focado nos nossos mercados, que já são desafiadores por natureza, no minério de ferro, no cobre e no níquel”, disse o executivo. Em relação aos investimentos em inteligência artificial e automação nas plantas industrias, Bittar observou que a companhia concluiu os investimentos na usina Conceição 2, chamada de Usina Modelo, em Itabira (MG), e começa a expandir para a mina de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo (MG) e no complexo Vargem Grande, em Nova Lima (MG). “Nós vamos levar para outras operações, a Vale tem uma agenda de digitalização, de automação, que é uma agenda superimportante e prioritária para a empresa. A ideia é colocar em todas as nossas usinas de beneficiamento tecnologias similares às da Usina Modelo, sempre visando à competitividade, segurança e produtividade”, disse o executivo. Desde o início da transformação na usina Conceição 2, que durou um ano e meio, a unidade registrou um aumento na produtividade de 25%, saindo de 9 milhões de toneladas de minério de ferro processadas em 2024 para 11,2 milhões de toneladas neste ano. Em relação ao projeto de exploração do chamado bloco C, de Serra Sul, na região de Carajás (PA), Bittar disse que a Vale ainda estuda a melhor alternativa técnica e tecnológica para o projeto. O executivo também defendeu o aumento da automação nas operações das minas, com mais digitalização, envolvendo toda a cadeia de produção. “A gente usa muita tecnologia na disposição de rejeitos, a gente faz modelos digitais na formação das pilhas, todo o controle tecnológico também, então a gente quer digitalizar toda a nossa cadeia da mina, a disposição de rejeitos, as ferrovias, os portos, nós temos várias aplicações autônomas nos portos, e há também toda a nossa cadeia de produção de inteligência artificial, então é uma agenda superimportante da companhia”, afirmou Bittar. Bloomberg
Perguntas frequentes
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