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Israel anuncia demolição de casas e operações de busca após ataque na Cisjordânia
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta sexta-feira (23) que o país bloqueará a cidade de Hebron, na Cisjordânia…

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta sexta-feira (23) que o país bloqueará a cidade de Hebron, na Cisjordânia ocupada, realizará buscas de casa em casa e demolirá residências depois que, segundo os militares israelenses, atacantes palestinos mataram dois soldados em um posto de controle militar perto da cidade.
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Os militares israelenses afirmaram ter matado dois atacantes e que outros três soldados ficaram levemente feridos no ataque.
“Vamos agir para destruir este lugar, para transformá-lo completamente”, disse Netanyahu em um comunicado após o ataque.
Um repórter da Reuters registrou escavadeiras israelenses começando a demolir casas em Hebron, perto do local do ataque a tiros. Moradores afirmaram que as residências não tinham nenhuma ligação com os atacantes.
As demolições começaram depois que o ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, afirmou nas redes sociais que havia ordenado a demolição imediata de edifícios palestinos próximos ao local do ataque.
Netanyahu também afirmou que lançará uma operação militar de grande escala na Cisjordânia, onde as forças israelenses realizam frequentemente incursões em cidades e vilarejos palestinos.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, de extrema direita, pediu o desmantelamento da Autoridade Palestina e a proibição de que todos os palestinos da Cisjordânia circulem pelas estradas.
O episódio de violência ocorreu às vésperas das eleições israelenses da próxima semana, nas quais Netanyahu e sua coalizão de direita fizeram campanha pela expansão dos assentamentos israelenses e contra a criação de um Estado palestino.
Netanyahu e o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, compararam a operação em Hebron às demolições em massa realizadas por Israel em campos de refugiados palestinos em 2025, que expulsaram dezenas de milhares de pessoas.
Posteriormente, a organização Human Rights Watch divulgou um relatório afirmando que as expulsões em massa constituíram crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
Em resposta ao relatório, Israel afirmou que precisava demolir a infraestrutura civil para impedir que fosse utilizada por militantes. O país não informou quando os moradores poderiam retornar.
O ataque em Hebron ocorre em um ambiente de crescente tensão na Cisjordânia, onde a violência praticada por colonos israelenses aumentou nas últimas semanas.
Em seu discurso após o ataque, Netanyahu elogiou os colonos israelenses na Cisjordânia, chamando-os de “heroicos” e afirmando que estavam “na linha de frente”.
Sob o governo de Netanyahu, houve uma rápida expansão dos assentamentos. Órgãos da ONU e a maioria dos países consideram os assentamentos israelenses em territórios ocupados durante a guerra ilegais segundo o direito internacional relativo à ocupação militar. Israel rejeita essa interpretação, considerando o território disputado, e não ocupado.
Colonos israelenses se reúnem enquanto forças israelenses fazem a segurança do local após um ataque a tiros em Hebron, na Cisjordânia
REUTERS/Ammar Awad
Fonte: Valor Econômico
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