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Produção e venda de aço no país devem ficar estáveis em relação a 2025, mas consumo cai, diz Aço Brasil

O Brasil deve terminar o ano com uma produção de aço bruto e com vendas internas em níveis similares aos…

O Brasil deve terminar o ano com uma produção de aço bruto e com vendas internas em níveis similares aos observados em 2025. Por outro lado, o consumo aparente, que considera as vendas internas e as importações, deve ser reduzido na comparação anual, segundo estimativas do Instituto Aço Brasil divulgadas nesta quarta-feira (30). A instituição calcula que o país deve produzir 33,38 milhões de toneladas em 2026, total que, se confirmado, representará uma redução de 0,1% ante o verificado no ano passado. Já as vendas internas devem ficar em 21,27 milhões de toneladas, uma alta anual de 0,2%. O consumo aparente, por sua vez, deve ser de 26,08 milhões de toneladas, queda anual de 2,7%. “Nós não ganhamos mercado doméstico, mas caiu o mercado e a importação também. É um pouco da situação dos juros, a incerteza, já que em ano em que tem eleição fica mais estagnado, além das empresas com dificuldades, afetadas por fatores econômicos”, avaliou André B. Gerdau Johannpeter, presidente do conselho de administração da Gerdau e do conselho diretor do Instituto Aço Brasil, durante o fechamento do Congresso Aço Brasil 2026. A maior alteração se deu na previsão das importações, que devem cair 13,2%, para 5,55 milhões de toneladas, por conta da adoção de medidas de defesa comercial pelo Brasil principalmente em relação ao aço chinês. No caso das importações de laminados, a redução é maior, de 15,1%, caso se confirme a importação de 4,88 milhões de toneladas. De acordo com Marco Polo de Mello Lopes, presidente executivo do Instituto Aço Brasil, mesmo com a queda nas importações, o percentual continua sendo mais do que o dobro da média histórica entre 2000 e 2019, que era de 9,7% em se tratando dos laminados. “Esse segue sendo um desafio, as medidas de defesa ajudam, influenciaram, mas não resolveram o volume grande que tem de importação”, reiterou. Já as exportações previstas são de 19,93 milhões de toneladas, redução anual de 0,5%. Ainda segundo Johannpeter, esse volume se dá num ambiente de maior protecionismo dos países por todo o mundo. André Gerdau Johannpeter Divulgação/Leo Orestes

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Larissa Monteiro

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